Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)

O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição financeira criada em 2015 pelo Brics – o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – montará escritório no País até novembro deste ano.

A sede deve ser instalada em São Paulo e não está descartada uma unidade de representação em Brasília.

O Brasil receberá do NBD mais de 620 milhões de dolares para financiar projetos de infraestrutura. Uma boa parte dos recursos deve ser investida em projetos de energia renovável (eólica, solar e hidrelétrica).

Também estão previstos recursos para construção de ferrovias, esgotamento sanitário, telecomunicações e refinarias da Petrobras, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) através do estudo Arquitetura Financeira e Conjunta do BRICS.

O estudo estima que o deficit de investimentos em infraestrutura nos países em desenvolvimento seja de US$ 1 trilhão e US$ 1,5 trilhão por ano.

Criado para oferecer crédito a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos BRICS e em outros países em desenvolvimento, o NDB aprovou, entre 2016 e 2018, 30 projetos num total de US$ 8,1 bilhões.

O Brasil, como um dos cinco acionistas do NDB, já aportou US$ 1 bilhão até 2019 e deverá destinar mais US$ 1,050 bilhão para a instituição até 2022.
Para o presidente da Frente Parlamentar do Brics na Câmara Federal, deputado Fausto Pinato (Progressistas-SP), o investimento do NBD é sinalizador da parceria entre as nações emergentes e deve ser fortalecida.

Ele lembrou que, além da construção de um escritório do NBD em São Paulo, este ano o Brasil será a sede do Brics, realizando reuniões em diversas regiões do País.

“É uma oportunidade ímpar de solidificar a participação do Brasil no bloco, fundamental para a projeção no mercado internacional, além da viabilização de mais acordos que impulsione investimentos no País”, avaliou Pinato.

O que é o Brics
Batizado pelo economista Jim O’Neil, o BRICS é um bloco formado por países considerados “emergentes”, formado atualmente pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Ao contrário do Mercosul ou da União Europeia, o BRICS não pode ser reconhecido como um bloco econômico oficial, pois não possui um estatuto ou registro formal.
Funciona, essencialmente, como um mecanismo político internacional de cooperação mútua entre os países integrantes.

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